FRENTE COMUM ENTREGA 45 MIL ASSINATURAS AO PRIMEIRO-MINISTRO, EXIGINDO SALÁRIOS DIGNOS
A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública entregou, esta manhã, na Residência Oficial do Primeiro Ministro, um Abaixo-Assinado com mais de 45 mil assinaturas de trabalhadores da Administração Pública, onde é exigida a concretização das reivindicações salariais apresentadas por esta estrutura sindical ao Governo.
Esta iniciativa da Frente Comum surge no quadro das diversas acções de luta levadas a cabo e na sequência da irredutibilidade do Governo que ao longo das negociações não alterou a sua posição inicial no que toca aos salários e pensões.
A Frente Comum considera que os trabalhadores da Administração Pública têm direito à recuperação do poder de compra sucessivamente perdido desde o ano 2000 – a perda atingiu os 7,2% para a generalidade dos trabalhadores e os 10,4% para todos aqueles que, por terem salários superiores a € 1.008,70, em 2003 e € 1.024, 09, em 2004, não beneficiaram de qualquer actualização nesses dois anos.
O processo negocial de actualização dos salários para 2009 foi iniciado e concluído com uma manifesta postura de inflexibilidade do Governo, ao não proceder a qualquer alteração à sua primeira proposta de 2,9%.
Com isto, o Governo não concretiza o compromisso assumido no início do presente ano, de proceder a uma actualização intercalar dos salários, caso a inflação fosse superior – como é! – ao aumento fixado para 2008.
Também com esta posição, o Governo recusa promover a recuperação do poder de compra perdido em todos estes anos, já que assume sem quaisquer garantias uma previsão de inflação de 2,5% que poderá facilmente ser ultrapassada.
No texto do Abaixo-Assinado hoje entregue, é reafirmado pelos seus subscritores que os trabalhadores da Administração Pública não aceitam a continuação desta política salarial que degrada progressivamente as suas condições de vida e de trabalho e reafirmam, como o fizeram muito recentemente na Manifestação Nacional, de 21 de Novembro, a exigência de:
- uma actualização intercalar de 0,9% em 2008, com retroactividade a Janeiro;
- uma actualização dos salários e pensões, em 2009, de 5%;
- um acréscimo de € 50 na transição para as novas posições da Tabela Remuneratória Única – incluindo as posições-intermédias.
O Gabinete de Informação





